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Barroso afirma que decisões monocráticas são 'imperativo da realidade do STF'

Barroso afirma que decisões monocráticas são 'imperativo da realidade do STF'

Ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, durante sessão plenária

CARLOS MOURA/SCO/STF - 22.11.2023


Neste ano, o Senado aprovou a PEC que restringe decisões monocráticas nos tribunais superiores, como o Supremo


O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta terça-feira (19) que "as decisões monocráticas são um imperativo da realidade, só superável se reduzíssemos drasticamente as competências do Supremo". Neste ano, o Senado aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC 8/2021) que restringe decisões monocráticas nos tribunais superiores, como o Supremo. 

"Sobre as decisões monocráticas, cabe uma explicação à sociedade. A regra geral é que cautelares em ações diretas, que geralmente envolvem atos dos outros Poderes, venham imediatamente a plenário. É preciso que se tenha a consciência da impossibilidade: com 54 mil recursos, 7.000 reclamações, 12 mil habeas corpus, sem falar em mandados de segurança e outras classes processuais, seria simplesmente inviável — materialmente impossível — que tudo viesse a plenário. As decisões monocráticas são um imperativo da realidade, só superável se reduzíssemos drasticamente as competências do Supremo", disse. 

O Supremo e os tribunais superiores realizam nesta terça-feira (19) sessões de encerramento do ano judiciário de 2023. O recesso forense será de 20 de dezembro a 6 de janeiro. Os julgamentos e as sessões dos tribunais superiores serão retomados em 1º de fevereiro de 2024.

Durante o período, todo o Judiciário nacional entra em recesso e vai operar em regime de plantão. Haverá a suspensão dos prazos. Na prática, ações podem continuar sendo apresentadas, mas só serão tomadas decisões consideradas urgentes. Não haverá sessões de plenário, nem turmas, nem plenário virtual. A regra vale também para os tribunais superiores.

O ministro também disse que o 8 de Janeiro foi uma das páginas mais tristes da história do Supremo. "Talvez da história do Brasil, mas, ao mesmo tempo, demonstrou a grande resiliência das instituições, e esse mesmo plenário foi reconstruído em tempo recorde, em três semanas, numa prova de que às vezes a depredação física não é capaz de atingir a simbologia das instituições e sua força", afirmou. 


  • Gabriela Coelho, do R7, em Brasília