Produtor de Mariano Moro participa de projeto-piloto de rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos
Cabanha Magno, de Jairo José Magnaguagno, está entre as propriedades selecionadas para testar nova etapa de controle e identificação do rebanho gaúcho
A pecuária de Mariano Moro passou a fazer parte de uma iniciativa que poderá mudar a forma de acompanhar a trajetória dos animais no Rio Grande do Sul. O município está entre os 33 selecionados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI) para participar do Projeto Piloto de Rastreabilidade Individual de Bovinos e Bubalinos.
Entre os produtores escolhidos está Jairo José Magnaguagno, proprietário da Cabanha Magno e criador de bovinos da raça Braford. A seleção da propriedade levou em conta, entre outros aspectos, o interesse do produtor em participar da iniciativa e contribuir para essa fase de testes.

A implantação começou na prática no dia 23 de setembro. Na propriedade, uma equipe do Serviço Veterinário Oficial (SVO), formada por Fiscais Estaduais Agropecuários da Supervisão Regional de Passo Fundo e das Inspetorias de Defesa Agropecuária de Severiano de Almeida e Mariano Moro, realizou a identificação individual dos animais e orientou o produtor sobre os procedimentos que passam a integrar a rotina da propriedade.
A proposta faz parte de uma estratégia mais ampla de modernização da pecuária. O projeto está alinhado ao Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), desenvolvido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que busca ampliar a rastreabilidade dos animais e, com isso, melhorar o controle sanitário, a segurança dos alimentos e as condições de comercialização da carne e do leite brasileiros.
Um animal, uma história
Na prática, a rastreabilidade permite acompanhar individualmente cada animal, registrando informações e movimentações ao longo de sua vida. Para a defesa sanitária, isso significa ter informações mais precisas sobre o rebanho e maior agilidade para agir diante de uma eventual emergência.
Durante o projeto-piloto, a SEAPI fornece os dispositivos oficiais de identificação, como brincos e bottons, além de orientação técnica, acompanhamento da aplicação e acesso ao sistema informatizado de rastreabilidade.
A participação também traz responsabilidades ao produtor. Cabe aos criadores manter os dispositivos em boas condições, registrar corretamente as movimentações do rebanho e colaborar com o acompanhamento e as avaliações realizadas durante o projeto.
A experiência desenvolvida nas propriedades selecionadas servirá para testar procedimentos, identificar possíveis ajustes e reunir informações para uma futura implantação do sistema em escala estadual.
Genética como caminho
Para Jairo, a participação no projeto chega em um momento em que a própria história da propriedade já aponta para a busca por qualidade e organização do rebanho (nós já temos o controle de todos os animais, pelo fato de ser registrados, acredito que essa frase pode retirar, ou colocar algo nesse sentido que facilitou o trabalho pelo fato de já termos controle de todos os animais por meio da Associação Hereford e Braford)
A relação com a pecuária começou há mais de duas décadas, com a compra e venda de gado. Foi nesse contato diário com o campo que vieram a experiência, o conhecimento e a percepção sobre a importância da genética para a evolução dos animais.
Em 2022, um novo passo foi dado com a aquisição de um plantel de vacas Braford Puras de Origem (PO). Nascia, oficialmente, a Cabanha Magno, em Mariano Moro.
Desde então, Jairo (e sua família vem direcionando o trabalho para o melhoramento genético e a formação de animais diferenciados. A propriedade atualmente trabalha com produção de reprodutores, matrizes e embriões, buscando oferecer genética de qualidade e contribuir para o aprimoramento dos rebanhos de outros produtores.
Nesse contexto, a rastreabilidade representa mais uma ferramenta dentro de uma atividade que exige cuidado em cada etapa. Identificar o animal, acompanhar sua trajetória e registrar corretamente as informações significa transformar aquilo que muitas vezes fica apenas na experiência do criador em dados que podem ser consultados e utilizados pela cadeia produtiva.
Mariano Moro no mapa da nova pecuária
A participação da Cabanha Magno coloca Mariano Moro dentro de uma experiência que envolve propriedades de diferentes regiões do Estado e que poderá servir de referência para os próximos passos da pecuária gaúcha.
Para o Serviço Veterinário Oficial, o envolvimento dos produtores é decisivo. Quanto mais confiáveis forem as informações sobre os animais e suas movimentações, maior será a capacidade de acompanhar a situação sanitária dos rebanhos, agir rapidamente diante de ocorrências e oferecer segurança aos diferentes elos da cadeia.
Para quem vive da pecuária, também representa uma oportunidade de avançar na organização da propriedade e valorizar um trabalho que começa muito antes da venda do animal.
Na Cabanha Magno, essa história já vem sendo construída há mais de 20 anos. Primeiro, com a experiência adquirida na lida e na comercialização de gado. Depois, com a aposta na genética Braford. Agora, com a participação em um projeto que pretende dar ao rebanho gaúcho uma identidade individual e uma trajetória registrada.
Cabanha Magno – Mariano Moro/RS
Instagram: @cabanhamagno
Contato: (54) 9927-3284

Comentários