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Assembleia aprova fim da taxa de licenciamento de veículos no Rio Grande do Sul

Assembleia aprova fim da taxa de licenciamento de veículos no Rio Grande do Sul

Projeto aprovado por unanimidade extingue a cobrança do CRLV, hoje emitido de forma digital. Medida ainda depende da sanção do governador e pode entrar em vigor a partir do calendário do IPVA de 2027.

 

A aprovação unânime de um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul pode representar um alívio no bolso de milhões de proprietários de veículos. A proposta, de autoria do deputado estadual Rodrigo Lorenzoni, extingue a cobrança da taxa de licenciamento anual dos veículos, atualmente fixada em R$ 114,09, valor exigido para a emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

A medida foi aprovada por todos os deputados presentes na sessão desta terça-feira (2) e agora segue para análise do governador Eduardo Leite, que deverá decidir pela sanção ou veto da proposta. Caso seja sancionada, a expectativa é que a nova regra passe a valer já no calendário do IPVA de 2027.

A iniciativa reacende um debate que ganhou força nos últimos anos: afinal, faz sentido manter uma taxa para emissão de um documento que se tornou totalmente digital?

Desde 2019, o CRLV passou a ser emitido eletronicamente, eliminando etapas que antes geravam custos com impressão em papel especial, produção física do documento e envio pelos Correios. Para o autor do projeto, a modernização do sistema tornou a cobrança injustificável.

Segundo Lorenzoni, a digitalização reduziu significativamente as despesas operacionais relacionadas ao documento, o que reforça a necessidade de rever a cobrança anual imposta aos motoristas gaúchos.

Hoje, além do pagamento do IPVA, os proprietários de veículos precisam quitar a taxa de licenciamento para ter acesso ao CRLV-e. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS) argumenta que os recursos arrecadados ajudam a custear os serviços de processamento e emissão do documento. No entanto, os defensores da proposta sustentam que os avanços tecnológicos reduziram substancialmente esses custos.

Outro ponto levantado é que, mesmo após pagar a taxa, o cidadão que desejar uma versão impressa do documento em um Centro de Registro de Veículos Automotores (CRVA) precisa desembolsar um valor adicional pelo serviço.

Para os apoiadores da medida, o fim da cobrança representa mais do que uma economia anual. A expectativa é que a redução dos custos obrigatórios incentive um maior número de proprietários a manter seus veículos regularizados e os tributos em dia.

Se confirmada pelo governo estadual, a mudança poderá beneficiar milhões de motoristas gaúchos, eliminando uma cobrança que há anos integra a lista de despesas obrigatórias para quem possui veículo no Estado.

 

Por RedaçãoPublicado em 03/06/2026

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