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Capo-Erê está entre as regiões rurais mais atingidas pelo granizo

Publicada em: 27/11/2025 08:33 -

Foto Vivian Mattos

 

Moradores do Distrito de Erechim, relatam prejuízos, agricultores acumulam perdas e serviços públicos seguem comprometidos

 

Após a chuva de granizo que atingiu Erechim no último domingo (23), o distrito de Capo-Erê, que possui cerca de 1.400 habitantes, foi uma das regiões do interior mais afetadas no município. Desde o ocorrido, alguns moradores seguem sem água e energia elétrica.

Escola Roque Gonzales
A 15ª Coordenadoria Regional de Educação (15ª CRE) informou, na terça-feira (25), que as escolas estaduais retornariam às aulas na quarta-feira (26), com exceção da Escola Roque Gonzales, localizada no distrito de Capo-Erê. 

Na manhã de quarta-feira, a redação do Jornal Bom Dia foi informada de que as aulas haviam sido retomadas na escola, mesmo diante de relatos de que o espaço seguia sem água, com vidros quebrados em salas de aula, fiação elétrica exposta e falta de limpeza.
Questionada pela reportagem, a 15ª CRE afirmou que uma equipe esteve na escola na manhã de quarta-feira para avaliar os danos causados pelo temporal. A coordenadoria informou que energia e água haviam sido restabelecidas, o que permitiria o funcionamento do espaço. Segundo o órgão, a instituição enfrenta problemas estruturais semelhantes aos de outras escolas da rede, com telhado danificado e salas cobertas provisoriamente por lonas. A quantidade de vidros quebrados, porém, seria menor que em outras unidades.
Ainda na noite de terça-feira, após reunião com a direção, havia sido definido que não haveria retorno das aulas. No entanto, algumas famílias entenderam que seria possível enviar os filhos, e 11 estudantes compareceram pela manhã. A escola seguirá aberta.

UBS Capo-Erê
De acordo com o secretário de Saúde, Vianei Mueller, a UBS Capo-Erê está temporariamente fora de funcionamento devido à perda total da estrutura do telhado.

Perdas expressivas na agricultura
O agricultor Ari Rigo relata que o temporal causou prejuízos significativos em sua propriedade, onde trabalha principalmente com a criação de frangos, além do cultivo de trigo. Segundo ele, o aviário abriga cerca de 41 mil frangos, dos quais aproximadamente 450 morreram. Os danos estruturais também foram extensos: cerca de 70% do telhado do aviário foi destruído, motores queimaram devido à umidade e parte dos equipamentos de ventilação foi danificada.
Ari explica que uma parte do aviário possui seguro e aguarda a avaliação da seguradora para saber que apoio terá. A preocupação agora é com o risco de novas chuvas agravarem a situação. Por isso, a cooperativa em que é filiado estuda antecipar o carregamento dos frangos, que ainda não atingiram o peso ideal para abate, mas podem ser retirados antes para evitar perdas ainda maiores. O carregamento, que estava previsto para a próxima semana, pode ocorrer já na sexta-feira.
A agricultora Simone Ronsoni, que trabalha com produção de leite, também relata prejuízos significativos após o temporal. Segundo ela, tanto a casa da família quanto a leitaria onde realizam o trabalho diário foram danificadas. “Estamos lutando para reconstruir. Essa é mais uma conta que vai sobrar para o agricultor pagar. Depois de longas frustrações de safras, agora estamos vivenciando isso. Vamos enfrentar e sair dessa situação”, afirmou.

Por Vivian Mattos / Jornal e TV Bom Dia 
Foto Vivian Mattos

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