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Paparico Bacchi busca avançar com projeto que proíbe uso de leite em pó importado na indústria gaúcha

Paparico Bacchi busca avançar com projeto que proíbe uso de leite em pó importado na indústria gaúcha
Divulgação
O deputado estadual Paparico Bacchi (PL) busca avançar com o Projeto de Lei nº 412/2025, de sua autoria, que proíbe a reconstituição de leite em pó de origem importada para uso industrial ou alimentício no Rio Grande do Sul. A proposta está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa e poderá avançar ainda nesta semana, caso se confirme a previsão de apresentação do parecer pelo deputado Professor Bonatto.

Nesta terça-feira (27), a Associação dos Produtores e Empresários Rurais (APER), representada pelo presidente, Arlei Romeiro, e pelo primeiro vice-presidente da entidade e coordenador do movimento Construindo Leite Brasil, Rafael Herrmann, reforçou a mobilização em defesa do projeto e a importância de avançar na proteção da produção gaúcha, durante reunião com o parlamentar.


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Esse processo de construção teve como marco a audiência pública promovida por Paparico Bacchi em Passo Fundo, em novembro de 2025, quando a entidade apresentou propostas de alterações e melhorias ao texto. O encontro também marcou a formação do Bloco Sul do Leite, iniciativa que ampliou a articulação entre representantes do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina em defesa da cadeia leiteira. Desde então, as contribuições vêm sendo trabalhadas para ampliar a abrangência da medida e evitar brechas que comprometam sua efetividade.

Nos últimos cinco anos, o Brasil importou quase 750 mil toneladas de leite em pó, principalmente de países como Argentina e Uruguai, conforme dados do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária. O avanço das importações acende um alerta para a cadeia leiteira nacional, que enfrenta dificuldades para manter a rentabilidade diante dos custos de produção e da pressão sobre os preços pagos aos produtores. No Rio Grande do Sul, a situação preocupa pelos impactos sobre a agricultura familiar, o emprego e a economia dos municípios do interior, além da redução do número de famílias que permanecem na atividade.

“Não podemos permitir que o produtor gaúcho continue perdendo espaço dentro do próprio mercado. Estamos trabalhando para construir uma legislação firme, que proteja quem produz, preserve empregos e garanta condições justas de concorrência. O Rio Grande do Sul precisa avançar, fechando brechas que permitam contornar as restrições e enfraquecer ainda mais a nossa cadeia leiteira”, defende Paparico Bacchi.

A proposta busca estabelecer regras abrangentes para impedir que derivados lácteos importados sejam utilizados para contornar a proibição. A iniciativa acompanha medidas adotadas no Paraná e em Santa Catarina, mas pretende ampliar a proteção no Rio Grande do Sul, considerando as contribuições apresentadas pelo setor produtivo para fortalecer a aplicação da legislação.

A urgência da medida também é evidenciada pela redução do número de produtores de leite no Estado. Segundo dados citados pelo parlamentar, em dez anos, o total caiu de mais de 80 mil para pouco mais de 28 mil. O cenário reforça a preocupação com a continuidade da atividade, a permanência das famílias no campo e a sustentabilidade econômica da cadeia leiteira gaúcha.
O presidente da APER, Arlei Romeiro, destaca que “a aprovação do PL 412/2025 é essencial para fortalecer a cadeia leiteira gaúcha, garantir uma concorrência mais justa e preservar empregos e a renda de milhares de famílias que vivem da produção de leite no campo”.

A mobilização em torno do PL 412/2025 já reúne mais de 186 moções de apoio aprovadas por Câmaras Municipais e entidades representativas do setor leiteiro. A articulação regional e o diálogo com representantes do setor têm contribuído para ampliar o debate sobre a necessidade de medidas que assegurem condições de concorrência e proteção à produção gaúcha.

A eventual apresentação do parecer na CCJ representa uma etapa importante da tramitação do PL 412/2025. Após essa fase, a proposta deverá seguir para as demais comissões competentes e, posteriormente, para votação em plenário. A celeridade na tramitação é fundamental para avançar na construção de uma legislação que proteja os produtores gaúchos, fortaleça a agricultura familiar, preserve empregos e garanta melhores condições de competitividade à cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul.


Por AssessoriaPublicado em 28/10/2026


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