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Avião da Polícia Militar cai em Minas Gerais e mata três oficiais

Acidente ocorreu durante voo de avaliação próximo ao Aeroporto Regional do Vale do Aço. Entre as vítimas estão um experiente comandante, uma pioneira da aviação policial e uma tenente que atuava na manutenção de aeronaves.

Avião da Polícia Militar cai em Minas Gerais e mata três oficiais

Uma missão de rotina terminou em tragédia na tarde desta sexta-feira (9), em Minas Gerais. Três oficiais da Polícia Militar morreram após a queda de um avião da corporação no município de Santana do Paraíso, na região do Vale do Aço. Entre as vítimas estão um tenente-coronel com mais de duas décadas de carreira e duas jovens oficiais que atuavam como pilotos.

A aeronave, identificada como Pégasus 17, era um bimotor Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO. No momento do acidente, a tripulação realizava um voo de recheque, procedimento utilizado para avaliar a proficiência de pilotos.

A queda ocorreu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, mobilizando equipes de resgate e provocando comoção na corporação.

Quem eram os três militares que perderam a vida

As vítimas foram identificadas pela Polícia Militar de Minas Gerais como:

- Tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, 49 anos: comandante do esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave), tinha mais de cinco mil horas de voo e era considerado um dos instrutores mais experientes da corporação. Natural de Belo Horizonte, dedicou mais de 20 anos à Polícia Militar. Deixa esposa e três filhos.
- Tenente Gabriela Emília Soares Resende, 35 anos: fez história ao se tornar, em 2023, a primeira mulher da PM mineira habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa. Ingressou na corporação em 2017 e acumulava aproximadamente 300 horas de voo. Havia retornado recentemente da licença-maternidade. Deixa marido e dois filhos pequenos.
- Tenente Alice dos Santos Almeida, 34 anos: natural de Caratinga, na região do Rio Doce, era pilota e também trabalhava na manutenção das aeronaves da Polícia Militar. Tinha cerca de 300 horas de voo.

Comandante era referência na aviação policial

O tenente-coronel Luis Fernando Silvestre estava no comando da aeronave no momento do acidente.

Segundo o coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação organizacional da PMMG, Silvestre era o instrutor mais capacitado da instituição, com experiência acumulada em milhares de horas de voo.

Sua trajetória era marcada pela atuação no Comave, unidade responsável por operações aéreas de apoio às atividades de segurança pública.

Uma pioneira da aviação que havia acabado de retornar da licença-maternidade
Entre as histórias interrompidas pela tragédia está a da tenente Gabriela Emília Soares Resende.

Aos 35 anos, ela havia conquistado um espaço histórico na aviação da Polícia Militar mineira ao se tornar a primeira mulher da corporação habilitada a pilotar aviões, em 2023.

Antes de ingressar no Comave, atuou no 34º Batalhão e no Comando Tático Móvel do 41º Batalhão, em Belo Horizonte.

Gabriela havia retornado recentemente da licença-maternidade. Além da carreira na segurança pública, deixa o marido e dois filhos pequenos.

A tenente Alice Almeida, também vítima do acidente, integrava a equipe de pilotos e desempenhava funções ligadas à manutenção das aeronaves da instituição.

Avião havia decolado de Belo Horizonte

De acordo com as informações divulgadas, o Pégasus 17 decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h15 desta sexta-feira.

O Corpo de Bombeiros foi acionado aproximadamente às 16h20 para atender à ocorrência, nas proximidades do km 43 da BR-458, em Santana do Paraíso.

Duas equipes foram encaminhadas ao local.

A aeronave também era utilizada pela Polícia Militar em missões de transporte de órgãos, atividade essencial para operações que exigem rapidez no deslocamento.

Polícia Militar lamenta a perda dos oficiais

A corporação confirmou as três mortes e manifestou pesar pela perda dos militares.
O acidente interrompeu trajetórias profissionais distintas, mas ligadas pela dedicação à aviação policial: um comandante experiente, uma oficial que abriu caminhos para outras mulheres na profissão e uma jovem pilota que também atuava na área técnica.

Além das três vidas perdidas, a tragédia deixa famílias enlutadas, incluindo crianças que perderam o pai ou a mãe.

As circunstâncias que provocaram a queda ainda precisam ser esclarecidas pelas investigações.

O acidente representa uma perda significativa para a aviação da Polícia Militar de Minas Gerais e para as famílias dos três oficiais que estavam a bordo.

 

Por Redação/G1Publicado em 10/10/2026

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