Player
Tocando Agora
Carregando...

Operação mira grupo que movimentou R$ 32 mi com empréstimos e ameaças no RS

Grupo teria movimentado R$ 32,3 milhões e investigados devem responder por crimes de extorsão, organização

Operação mira grupo que movimentou R$ 32 mi com empréstimos e ameaças no RS
Imagens: Divulgação/MPRS

Três suspeitos foram presos, na manhã desta sexta-feira (9), durante uma operação do MPRS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) contra um esquema de empréstimos abusivos mediante ameaças que movimentouR$ 32,3 milhões na Serra Gaúcha.

A Operação Multiplicação foi deflagrada nas cidades de Bento Gonçalves e Carlos Barbosa. A ação tem como alvo oito investigados, que segundo o MP, usavam o vínculo que têm com o crime organizado e com uma facção para aumentar o poder de intimidação perante devedores.

Segundo o MP, os crimes ocorreram entre janeiro de 2022 e novembro do ano passado. As buscas foram realizadas em 13 locais, com apreensão de armas e munição, além da indisponibilização de três imóveis e sete veículos vinculados aos investigados.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos documentos, aparelhos eletrônicos, celulares e outros materiais que devem auxiliar no aprofundamento da investigação.

Ainda de acordo com o órgão, os agiotas devem responder porextorsão, organização criminosa, usura e lavagem de dinheiro.

Como funcionava o esquema

O órgão aponta que os agiotas concediam empréstimos com cobrança dejuros altos e, depois, exigiam novos pagamentos das vítimas por meio deintimidações e ameaças. Mesmo após a quitação de valores inicialmente acordados, as cobranças continuavam, o que aumentava o endividamento e o prejuízo financeiro dos atingidos.

As apurações indicam também que o grupo usava contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas aos investigados para receber e movimentar os valores recebidos. Empresas e terceiros também eram usados para circulação dos recursos, o que dificultava o rastreamento do dinheiro e a identificação da origem.

Em um dos casos, a vítima pegou um empréstimo de R$ 50 mil, fez diversos pagamentos e até entregou uma caminhonete como garantia. Ainda assim, as cobranças continuaram.

Mensagens, áudios, comprovantes bancários e outros documentos reunidos pelo MP indicam a continuidade das exigências financeiras mesmo após os pagamentos efetuados.

Vítima teve casa incendiada

Em outro episódio investigado pelo MP, uma das vítimas teve a casa incendiada como forma de ameaça durante a cobrança de um empréstimo. Conforme apurado, a ação também teve o objetivo de intimidar outros devedores e reforçar o poder de coerção exercido pelo grupo.

A investigação também identificou movimentações financeiras incompatíveis com a renda formal de parte dos investigados, além de transferências entre contas vinculadas ao grupo, empresas e terceiros. As transações financeiras examinadas alcançam aproximadamente R$ 32,3 milhões.

A operação é um desdobramento da Operação Contas Abertas, realizada para investigar a estrutura financeira da mesma facção, identificando mecanismos usados para movimentação e ocultação de recursos ilícitos.

 

Por: CNN Brasil

Imagens: Divulgação/MPRS

 

Comentários

Comentário enviado com sucesso!
Carregando comentários...