Foto: Fernando Frazão,/Agência Brasil
Fiocruz aponta crescimento contínuo dos casos de SRAG no estado; Influenza A e Vírus Sincicial Respiratório impulsionam hospitalizações e reforçam urgência da vacinação e prevenção.
O avanço das doenças respiratórias voltou a acender o sinal de alerta no Rio Grande do Sul. Mesmo antes da chegada oficial do inverno, o estado segue entre os locais mais preocupantes do país em relação à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com crescimento contínuo de casos e aumento das internações.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28) pela Fiocruz, por meio do boletim InfoGripe, e revelam um cenário que exige atenção imediata da população. Conforme o levantamento, referente ao período de 17 a 23 de maio, o número de casos segue em alta no território gaúcho, refletindo uma tendência que já pressiona hospitais e sistemas de saúde em diversas regiões do Brasil.

Foto: Fernando Frazão,/Agência Brasil
A capital Porto Alegre aparece entre as 15 capitais brasileiras em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento sustentado nas últimas seis semanas. O cenário preocupa especialistas, principalmente pela rápida circulação de vírus respiratórios em meio às temperaturas mais baixas.
Os principais responsáveis pelo aumento das internações são o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e a Influenza A, dois velhos conhecidos do inverno, mas que neste ano avançam com força ainda maior.
O VSR, que afeta principalmente crianças pequenas, segue provocando aumento de hospitalizações em toda a região Sul e Sudeste. Já a Influenza A mantém crescimento acelerado nas internações entre jovens, adultos e idosos, especialmente nos estados do Sul do país.
Outro ponto que preocupa os especialistas é o avanço do rinovírus entre crianças e adolescentes, enquanto a Covid-19, apesar de apresentar queda na maior parte do Brasil, ainda demonstra sinais de retomada em alguns estados.
Os dados laboratoriais da Fiocruz mostram um retrato claro da gravidade do momento:
• Crianças de até 4 anos são as mais afetadas pelo VSR;
• Entre 5 e 14 anos, o rinovírus lidera as internações;
• Jovens, adultos e idosos têm sido impactados principalmente pela Influenza A.
Diante desse cenário, especialistas reforçam um alerta urgente: vacinação e prevenção salvam vidas.
A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, destaca que a imunização é fundamental para evitar casos graves e reduzir mortes. A vacina contra o VSR é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, protegendo os bebês nos primeiros meses de vida. Já a vacina contra a gripe segue disponível para idosos, crianças, gestantes, pessoas com comorbidades e outros grupos prioritários.
Além da vacinação, medidas simples continuam sendo decisivas para conter o avanço das doenças respiratórias:
• Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;
• Higienizar as mãos frequentemente;
• Evitar compartilhar objetos pessoais;
• Usar máscara em caso de sintomas gripais;
• Permanecer em isolamento voluntário ao apresentar sinais de doença.
Com hospitais em alerta e a circulação viral em crescimento, o momento exige responsabilidade coletiva. Pequenas atitudes podem fazer a diferença entre um quadro leve e uma internação grave.
Por RedaçãoPublicado em 28/05/2026
