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Guerra pressiona petróleo e eleva preço dos combustíveis

Publicada em: 11/03/2026 09:08 -

Em Erechim valores em grande parte dos postos chegam a R$ 6,39 sem aplicativo, mas preocupação está na possível falta do diesel

 

A escalada do conflito no Oriente Médio voltou a pressionar o mercado internacional de petróleo e aumento já é visível junto as bombas nos postos locais. O impacto ocorre porque o petróleo é a principal matéria-prima para a produção de gasolina, diesel e outros derivados, e qualquer instabilidade nas regiões produtoras tende a elevar os preços globais.

 Nas últimas semanas, a intensificação das tensões militares envolvendo países da região provocou forte reação no mercado internacional. O barril de petróleo chegou a ultrapassar a marca de US$ 100, atingindo um dos níveis mais altos desde o início da guerra na Ucrânia em 2022.

 A alta ocorre principalmente devido ao risco de interrupção no fornecimento de petróleo. O Oriente Médio concentra algumas das maiores reservas do mundo e rotas estratégicas para o transporte da commodity, como o Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte da produção global. Conflitos ou ameaças ao tráfego marítimo na região costumam gerar forte volatilidade no preço internacional do barril.

Reflexos no Brasil

 Mesmo sendo um grande produtor de petróleo, o Brasil ainda depende da importação de parte dos combustíveis refinados, especialmente diesel. Por isso, oscilações no mercado internacional acabam influenciando os preços internos. Estimativas do setor indicam que, caso a alta do petróleo se mantenha, o reajuste da gasolina poderia ultrapassar R$ 1,20 por litro para acompanhar os valores praticados no mercado global.

 Dados recentes também mostram que os preços já começaram a sofrer pressão nos postos do país, com pequenas altas registradas tanto na gasolina quanto no diesel nos últimos dias.

 Outro fator que aumenta a preocupação é o impacto no transporte e na cadeia produtiva. Como o diesel é amplamente utilizado no transporte de cargas e na agricultura, qualquer aumento pode gerar efeito cascata na economia, elevando custos logísticos e até preços de alimentos.

Impacto pode demorar a chegar ao consumidor

 Especialistas apontam que o repasse ao consumidor pode ocorrer de forma gradual. Isso porque parte do combustível vendido no país foi adquirido anteriormente por distribuidoras e refinarias, o que pode adiar o impacto imediato nas bombas.

 Mesmo assim, analistas do setor energético alertam que, caso o conflito se prolongue e mantenha o petróleo em níveis elevados, o aumento nos combustíveis tende a se tornar inevitável nas próximas semanas.

Situação local

 Em Erechim, a reportagem fez levantamento junto aos postos de combustíveis para verificar se os efeitos da alta internacional do petróleo já estão sendo percebidos nos preços praticados ao consumidor

. Os preços já estão atualizados tendo uma diferença com e sem aplicativo, que proporcionam um preço mais suave para o consumidor, mas já é claramente visível o valor de R$ 6,39 o litro na maioria dos postos locais, já que a maioria encontra-se nas mãos de redes ou proprietários de mais de um estabelecimento. Com aplicativo valores podem chegar a R$ 6,19 o litro. Em raras exceções, tem posto cobrando R$ 6,49 o litro.

O maior problema que poderá se agravar com a continuidade da Guerra do Oriente Médio é com relação ao preço do diesel que já teve uma grande alta junto aos postos devido a falta de produto, o que está preocupando agricultores e produtores agrícolas. Como disse um gerente de um posto local, “o problema não será o preço do diesel, mas provavelmente a sua falta”. No interior do Alto Uruguai alguns postos já estão sentindo a falta do produto, sendo que já houve o fechamento de posto devido a falta de gasolina e diesel.

Quando se fala em cooperativa, como no caso da Coopertrans, o valor nas bombas é mais convidativo, ou seja, R$ 6,14 para clientes cadastrados, como também existe o aplicativo que pode reduzir ainda mais o preço final. Com uma grande demanda de abastecimento de caminhões, destaca que existe a preocupação latente da possível falta do diesel. “Temos boa reserva nas bombas, mas não há garantia do produto para repor”. 

Por Carlos Silveira / Jornal e Tv Bom Dia
Foto Ilustrativa

 

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