“Desde dezembro e janeiro já existia uma sensação de tensão no ar, comentários de que algo maior poderia acontecer”, declarou Gabriela Szuchuman
A guerra no Oriente Médio tem preocupado o mundo inteiro pelas possíveis dimensões que pode chegar com o agravamento de bombardeios. Neste cenário, muitas pessoas acabam sendo afetadas e, uma delas é a erechinense Gabriela C. Szuchuman, 31, que mora em Tel Aviv há 10 anos e que está em viagem a Costa Rica e não consegue retornar para casa devido ao cancelamento dos voos comerciais.
“Moro em Tel Aviv há 10 anos e tenho dois negócios na região central da cidade, um bar e um restaurante. Vim para a Costa Rica para passar alguns dias fora e, de repente, o conflito se intensificou. Desde dezembro e janeiro já existia uma sensação de tensão no ar, comentários de que algo maior poderia acontecer, mas quando realmente acontece nunca estamos preparados”.
Gabriela está na Costa Rica, impossibilitada de retornar para Israel. Com a escalada da guerra, o espaço aéreo foi fechado e há muita incerteza em relação aos voos. “Mesmo comprando uma passagem, existe o risco de cancelamento. Neste momento, procuro alternativas, inclusive voos de repatriação, para poder voltar para casa e cuidar dos meus negócios, da minha equipe e da minha vida, que estão em Israel”.
“É uma sensação difícil de explicar. Minha casa, meus funcionários, meus amigos e minha rotina estão em Tel Aviv. Estar longe enquanto tudo acontece traz uma mistura de angústia e impotência”.
Ao mesmo tempo, Gabriela destaca que mais uma vez Israel está se provando resiliente, não deixando que a tristeza e o pânico tomem conta. “Meus amigos e funcionários seguem firmes, com muita fé e união. Agora também é Purim, uma das principais festividades judaicas, tradicionalmente um momento de alegria e celebração. Era para ser uma época de festas e encontros, mas muitos estão comemorando entre alertas e idas ao bunker. Essa imagem simboliza muito o que é viver em Israel: celebrar a vida mesmo em meio à adversidade”.
“O israelense sabe como tirar o melhor da situação, muito parecido com o povo brasileiro, que mesmo diante das dificuldades tenta olhar o lado positivo, se unir e apoiar uns aos outros. Meu coração está com todos lá, meus amigos, minha equipe, as pessoas próximas de mim. De onde estou, faço o que posso para ajudar: organizo burocracias, dou suporte, mantenho contato constante e tento transmitir calma e força”.
“Envio minhas forças positivas não apenas para Israel, mas para todos os países envolvidos. Que a paz prevaleça, que a paz chegue o quanto antes, que vidas sejam preservadas e que possamos ver um futuro com mais diálogo, segurança e humanidade para todos. Espero poder voltar em breve. Até lá, sigo daqui, da Costa Rica, acompanhando cada notícia e acreditando na força da união e na esperança de dias melhores”, finaliza.
