Jovem casal transforma amor pelo campo em referência de qualidade, gestão e inovação na produção de leite
A família Ribicki, da Linha Israel, no interior de Paim Filho - RS, é formada por um jovem casal cheio de sonhos e objetivos. Apaixonados pelo trabalho no campo, eles têm alcançado excelentes resultados na produção de leite, unindo a dedicação, amor à terra e espírito empreendedor. Wellington (25 anos) e Danieli (24) decidiram transformar seus sonhos em metas e conquistas.
No campo, encontraram mais do que um local de trabalho: descobriram um propósito de vida. Cada etapa superada reforça a certeza de que, quando há amor pelo que se faz, há progresso, crescimento e um futuro promissor.
O trabalho com a Cooperalfa começou em 2021. “Já produzíamos leite e entregávamos para outra cooperativa, mas, como a Cooperalfa já estava presente há algum tempo no Rio Grande do Sul, começamos a conhecê-la. Na época, um vizinho entregava sua produção para a cooperativa, e as condições de preço e a forma de conduzir os negócios nos motivaram a começar a entregar nossa produção também”, destacou Wellington.
Melhoramento genético e a qualidade
O jovem casal, que hoje é associado e líder, conta que sempre buscou melhorar a produção, a rentabilidade e a qualidade do leite. “E com a Alfa, esse foco ganhou ainda mais força”, afirmam. Com uma estrutura simples, Wellington e Danieli destacam que investir pesado em infraestrutura não é a prioridade. “A estrutura sozinha não produz leite. Primeiro, é preciso melhorar os animais, a qualidade, a genética e todo o manejo. Só depois, conforme os resultados aparecem, é que se pode pensar em evoluir a estrutura e aprimorar o modo de produzir”, explicam.
Com um plantel de 18 vacas em lactação, a família Bielski trabalha exclusivamente com animais da raça Jersey, alcançando uma média de 23 litros de leite por vaca. O pai de Wellington, seu Alberto, já havia investido na melhoria genética dos animais quando ainda atuava na produção de leite. Ao assumir a atividade, Wellington deu continuidade a esse trabalho, adquirindo um botijão para realizar as inseminações diretamente na propriedade e fortalecendo o melhoramento do rebanho. “Com a Alfa, escolhemos o touro mais adequado para fazer a inseminação das vacas de acordo com a propriedade", destaca Welinton. Atualmente, o custo de produção da atividade de leite está em torno de R$ 1,50, R$ 1,60.
Planos futuros
Ao falar sobre os planos futuros, o casal destaca que um de seus principais objetivos é construir um novo galpão para as vacas. “Estamos planejando erguer uma estrutura nova, que permita uma melhor organização e suporte um número maior de animais. Os galpões que temos hoje são antigos, da época em que meu pai trabalhava, e já não comportam bem o rebanho. A gente até se vira, mas o trabalho acaba ficando mais complicado”, explica Welinton”.
O casal também conta com o apoio de uma consultoria que oferece assistência contínua e, em 2026, concluirá o programa Alfa Jovem. Danieli destaca a importância da experiência: “Está sendo muito bom. Além do conhecimento que os professores nos trazem, o mais valioso no Alfa Jovem é a troca de experiências entre os participantes. Isso não tem preço. Está sendo realmente muito enriquecedor”.
Nos meses de maio, setembro e outubro de 2025, a família Ribicki atingiu o teto máximo de bonificação por qualidade do leite, de 18%. Wellington explica como conseguiram esse resultado: “Sempre buscamos fazer o melhor que podíamos e os resultados chegaram. Até pouco tempo atrás, quando começamos a trabalhar com a Alfa, alcançar o máximo de qualidade parecia algo distante. Mas, com dedicação, não demorou muito para conseguirmos. A assistência veterinária também foi fundamental: sempre que precisávamos tirar dúvidas ou receber ajuda, a equipe estava pronta para nos apoiar”.
Assistência técnica que dá resultado
Conforme o veterinário da regional, Valcir Kanigoski, a cooperativa tem um papel forte na gestão da qualidade da propriedade, que garante a rentabilidade do produtor. “A qualidade está ligada tanto à produção de leite quanto à reprodução. Aqui os animais vão ao pasto, há oscilações sazonais: no inverno a produção aumenta, no verão diminui. Por isso, a gestão nutricional precisa ser bem planejada. O Wellington sempre prioriza o manejo do pasto. Em certas épocas do ano, ele consegue usar 5 a 6 quilos de silagem por dia, mas o foco continua sendo o pasto. Esse cuidado garante uma produção de leite eficiente e uma boa reprodução. Alguns gargalos ainda existem, mas estamos sempre trabalhando para melhorar a eficiência”.
O veterinário destaca que um dos pontos fortes da propriedade é a atenção à qualidade. “Ele segue todas as orientações, acompanha o CCS individual das vacas para entender os problemas, planeja secagem e tratamentos, garantindo controle da saúde do rebanho”, explica. Atualmente, o CCS médio da propriedade está abaixo de 100 mil. “Isso reflete também financeiramente. Por exemplo, na tabela da cooperativa, 18% a mais é pago por litro de leite de qualidade, o que, para um litro de 2 mililitros, representa 36 centavos a mais, só pela qualidade. A Alfa valoriza muito isso, porque leite de qualidade rende mais na indústria, tem melhor processamento e vida longa na prateleira”.
Para o técnico de leite, Vanderlei Wichnoski, trabalhar com o casal jovem é bom porque existe o interesse em evoluir e muitas vezes vão além do que conseguem orientar. “Como técnico, é motivador trabalhar com um casal jovem, dedicado e disposto a investir na produção de leite. O que mais chama atenção é a curiosidade e a vontade de aprender, algo que muitos produtores não têm. Isso faz toda a diferença. Eles enxergam que, para que o negócio dê certo, é preciso rentabilidade, e começam a planejar a sucessão e o futuro da propriedade”.
Em relação à CCS e mastite, que é um dos pontos mais desafiadores, para o técnico eles seguem rigorosamente todas as orientações: fazem acompanhamento individual, realizam culturas, tomam decisões assertivas e buscam melhorar continuamente, mesmo quando o ambiente apresenta dificuldades, como o clima. “Nosso objetivo como equipe técnica da Alfa é justamente ajudar o produtor a desenvolver a propriedade e produzir com mais qualidade. Nosso trabalho inclui suporte total, análises individuais de CCS, culturas para identificar agentes de mastite e tratamentos assertivos”.
Para o gerente Rael Colet de Áurea-RS, o casal jovem e líder se destaca na produção de leite, servindo de exemplo para outros associados. “Enquanto a maioria dos jovens prefere a cidade, eles assumiram a atividade leiteira, com o pai do Wellington cuidando da lavoura. Eles construíram uma vida sólida e organizada na propriedade”, afirma Rael. Com um manejo cuidadoso e consistente, conhecem seus custos e otimizam os recursos da propriedade. “A participação no Alfa Jovem e a parceria com a equipe técnica reforçam liderança, gestão e inovação, tornando o casal uma referência de sucesso, dedicação e amor pelo que fazem”.
Para o casal, trabalhar com a produção de leite exige amor pela cultura. “Você tem que gostar do que faz e fazer com amor, gostar de lidar com os animais. Eu acredito em um futuro melhor”, destaca.
