Região estará representada por empreendimentos familiares e cooperativas no Pavilhão da Agricultura Familiar
A região do Alto Uruguai contará com 14 agroindústrias familiares na Expointer 2025, conforme a homologação preliminar divulgada pelo Escritório Regional da Emater/RS-Ascar em Erechim. De acordo com Frederico Modri Neto, médico veterinário da Emater/RS-Ascar responsável pela área de Criação Animal e Agroindústrias na região da AMAU, a lista ainda pode sofrer alterações, mas a estimativa é de que o número se mantenha até a confirmação final. A AMAU abrange 32 municípios do Alto Uruguai gaúcho.
Os empreendimentos integram o Programa Estadual da Agroindústria Familiar (PEAF) e representam diferentes segmentos da produção rural, com destaque para alimentos de origem animal, vegetal, bebidas artesanais e produtos derivados da apicultura.
Entre os participantes está a Vinícola Zanivan, de Floriano Peixoto, que levará vinhos e espumantes. Na área de alimentos de origem animal, a Agroindústria Dalla Vecchia, de Aratiba, apresentará produtos como linguiça suína defumada tipo colonial, salame italiano, torresmo, banha, copa e lombo.
A Cooperativa da Agricultura Familiar – Cooper Família organizará um espaço coletivo reunindo produtores de diversos municípios, incluindo empreendimentos de Áurea, Erechim, Itatiba do Sul, Barão de Cotegipe, Sertão e Ponte Preta. Entre os itens que estarão disponíveis nesse estande coletivo estão: queijo mussarela, queijo colonial, queijo temperado, bolachas, salgados, pães, palitos, queijos temperados e doces.
No setor de origem vegetal, a feira contará com produtos como açúcar mascavo, melado, rapadura, chimia, mel em potes e sachês, extratos naturais e própolis, provenientes de agroindústrias como Ki Cana e Apicultura Rempel, ambas de Campinas do Sul.
Além disso, estarão presentes agroindústrias como o Sítio Esperança (Barão de Cotegipe), a Agroindústria Teixeira Viana (Ponte Preta), a Agroindústria do Milvo (Viadutos) e a Agroindústria Reginato (Viadutos), com produtos como torresmo, linguiça, salame, morcilha, banha, queijos parmesão, colonial, sansue, mussarela e prato fatiado.
Segundo Isaias Wastchuk, presidente da Cooper Família, cerca de dez agroindústrias do Alto Uruguai estarão representadas no estande coletivo da cooperativa, que também participará do espaço gastronômico da feira com o restaurante “Prato Colonial da Cooperativa Cooper Família”, oferecendo refeições à base de produtos locais, como arroz, feijão, batata frita, chuleta, pastel e torradas.
“Atualmente enfrentamos o problema da falta de mão de obra. Ou o agricultor se dedica à produção, ou à comercialização, considerando que a feira dura nove dias. A cooperativa atua com esse objetivo: garantir que a renda permaneça com a agroindústria e fortalecer esse elo, evidenciando os potenciais que temos no Alto Uruguai.”, explica Wastchuk.
Participação exige regularização
Para participar do Pavilhão da Agricultura Familiar, os empreendimentos precisam estar regularizados e cadastrados no PEAF, além de manter a documentação sanitária em dia e possuir a CAF (Declaração de Aptidão ao Programa Nacional da Agricultura Familiar).
As informações são de Fabiana Durgant, assessora da Gerência Técnica Estadual de Agroindústrias da Emater/RS-Ascar. Segundo ela, as inscrições foram abertas em maio, por meio das entidades que integram a comissão organizadora da feira, como a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a Emater, a FETAG, a FETRAF e a Via Campesina.
“Mesmo com o número recorde de 456 expositores neste ano — em 2024 foram 413 —, o número de inscritos sempre ultrapassa o número de vagas. Por isso, é feita uma rigorosa homologação, com checagem dos documentos e outros critérios”, destaca Fabiana.
A Emater/RS-Ascar também oferece assistência técnica aos empreendimentos, desde o processo de legalização até o acompanhamento durante e após a feira. O espaço destinado à agricultura familiar conta com estrutura de apoio, como depósito, câmaras frias, estacionamento exclusivo com área de camping e espaço para pernoite.
Embora a Emater não ofereça hospedagem diretamente, há parcerias com entidades como FETAG e FETRAF para garantir acomodações a preços acessíveis, além de transporte coletivo para deslocamento até o parque.
A programação do pavilhão inclui ainda um concurso entre os expositores, que avalia a qualidade e diversidade dos produtos apresentados.
